segunda-feira, 4 de março de 2013

III ENCONTRO CIENTÍFICO DA ANDA - SALVADOR

III ENCONTRO CIENTÍFICO DA ANDA, em Salvador, de 26 a 29 de Maio, Escola de Dança-UFBA.
CONFIRMADAS AS PRESENÇA DE:
Mark Franko – conferência. Helena Katz e André Abath minicursos e Fabián Barba - lecture demonstration.
Programação confirmada:
 http://www.portalanda.org.br/wp-content/uploads/PROGAMA%C3%87%C3%83O-III-ENCONTRO-CIENT%C3%8DFICO-DA-ANDA-2013-final.pdf
 Informações Gerais:
http://www.portalanda.org.br/destaques/informacoes-sobre-o-iii-encontro-cientifico-da-anda/

PORTANTO, INICIA-SE NESTE MOMENTO UMA PRÉ-INSCRIÇÃO.
ENVIE SEU RESUMO PARA SUBMISSÃO ATÉ O DIA 8 DE MARÇO.
Muito em breve enviaremos a conta da ANDA e sua inscrição será efetivada após o pagamento.
 

domingo, 11 de novembro de 2012

BARAKA: DRAMATURGIA E DANÇA

BARAKA: DRAMATURGIA E DANÇA: Dramaturgia e Dança Dramaturgia e Dança Contemporânea: Quando e Como se encontram? Neste breve estudo, parto das mudanças ocorridas n...

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

VÉRONIQUE DOISNOU, POR JÉRÔME BEL (2004)

A mais importante afirmação sobre a dança,
levantada pelo coreógrafo Jérôme Bel:
"A dança não é interpretar. É ser você". Véronique
Doisnou (2004), bailarina da Ópera de Paris.
Em uma linguagem que lembra os "reality
shows", o coreógrafo Jérôme Bel desconstrói
a imagem do glamour da dança e o mito da 
bailarina.
O trabalho Véronique Doisnou (2004), além
de uma reflexão sobre o conceito de dança,
é um questionamento cruel e verdadeiro sobre
o corpo que dança e o corpo na dança, com
suas hierarquias corporais, e o mito da técnica
versus expressão.
 
Para assistir ao trabalho completo, clique no link abaixo:

VÉRONIQUE DOISNOU, POR JÉRÔME BEL (2004)

terça-feira, 8 de maio de 2012

AUDIÇÃO PARA CRIANÇA ESPERANÇA 2012

IMPLICAÇÕES POLÍTICAS NA DANÇA

Artigo.
Para acessar o texto, clique no link abaixo:

IMPLICACOES POLITICAS NA DANCA: IDENTIDADE NACIONAL E A FASE AMERICANA DE MARTHA GRAHAM

VIII ENECULT


O VIII ENECULT começa a receber inscrições de participantes sem trabalhos. Os interessados devem acessar o site do evento e realizar cadastro para emissão do boleto bancário. Para mais detalhes acesse www.enecult.ufba.br. Vale lembrar que, como resultado da etapa de submissão de trabalhos, o encontro já conta com mais de 600 inscritos.
A programação do encontro também já está disponível: confira abaixo. As atividades da manhã acontecem no Salão Nobre da Reitoria da Ufba e as da tarde serão realizadas no Campus de Ondina (Pavilhão de Aulas Glauber Rocha/PAF III). Informações também estão disponíveis em enecult.wordpress.com. Dúvidas podem ser enviadas para enecult2012@gmail.com. Participe!

AUDIÇÕES PARA O "REI LEÃO"

II CONGRESSO BRASILEIRO DE DANÇA MODERNA

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O OLHAR DA TRANSFORMAÇÃO CONTRA A DANÇA DO PERECER

O corpo, produtor de movimento, é um bólido que se move circunscrito em espaço e tempo, desenha formas em fluxos incontáveis. De acordo com Izabel Stuart (in PEREIRA; SOTER, 1998, pag. 191), é da qualidade do movimento perecer: a memória humana não supre as necessidades do registro das combinações possíveis de ações de movimento do corpo que dança. A natureza efêmera da obra coreográfica é uma dificuldade para os historiadores da dança que

[...] se realiza no movimento. Isto significa que ela desaparece no momento em que é vista. Impossível resgatar o tempo da dança e recuperar um movimento já executado. Mesmo a repetição de seqüências previamente elaboradas nunca são uma reprodução fiel, mas antes uma reapresentação (STUART in PEREIRA; SOTER, 1998, pag. 191).
Demanda energia e esforços para registrar as informações produzidas pela dança e essa arte que segue o ritmo acelerado do confuso tempo contemporâneo – padrão relativo e elástico, dadas as variadas percepções – confere à tecnologia a responsabilidade do encontro com ela para ampliar as possibilidades de retenção dos dados que a célula nervosa não registra imediatamente: o movimento tem tempo mais rápido que a memória.

A repetição é uma estratégia usada para memorização do impulso motor, mas ela proporciona ao corpo a descoberta de novas possibilidades de movimento a cada experimentação ou tentativa de retenção do que foi executado. Nessa busca de memorização, novas formas surgem com novas texturas, durações, fluxos... Nesse sentido, esbarra-se com a proposição de Stuart (1998): o movimento perece, pois sempre será repetido com outra qualidade ou com variações, mesmo que ínfimas, do que Rudolf Laban (1978) chamou de “fatores de movimento”.

No trabalho de Pina Bausch, “a repetição do mesmo movimento traz mais e mais distorções, provocando múltiplas e imprevisíveis interpretações e experiências” (FERNANDES, 2000, pag. 126). Repetir é estratégia de reorganizar, manipular a informação.

A dança é a arte do perecer? O movimento de dança perece, sepultado nos olhos do espectador ou na lente da câmera? Assim parece, pela experiência do repetir porque

[...] o desejo de “reconstituição” jamais alcança seu objetivo. [...] O que nos leva a crer que tampouco exista uma dança, mas várias (STUART in PEREIRA; SOTER, 1998, pag. 192).
Tomando como base esse pensamento, responde-se ao questionamento anterior: a dança não é uma arte que celebra a morte do movimento. É a arte da (re)invenção. Cada novo instante é um novo contexto para o corpo que dança, sujeito a variações de fatores internos e externos.

Assim sendo, remontagens de obras de dança são sempre novas obras. O objeto produtor do movimento é outro: o corpo. A sapatilha de dança da bailarina que dança o papel principal de um balé de repertório, em 2011, não é a mesma sapatilha do século passado. A tecnologia que mudou a forma da sapatilha de ponta, alterou o corpo da bailarina, corpo este que também não é o mesmo, dadas as relações de troca entre natureza e cultura: biologicamente, este corpo foi alterado pela cultura, e vice-versa.

Por outro lado – e, de outro lado - pela perspectiva do observador ou espectador, outros fatores tecnológicos foram também alterados, alterando também a percepção do corpo que dança: a iluminação cênica, a textura e costura dos tecidos que veste a bailarina, até mesmo o shampoo que ela usa ou a sua maquiagem são outros. Alguns fatores agem alterando tanto no observador do corpo que dança quanto no corpo observado.

A mudança é inevitável na dança, regida pela relação espaço X tempo: por mais que se tente reproduzir uma obra, sempre haverá mudanças. Cada apresentação de dança é uma estréia. Se o movimento perece, assim como o corpo, estamos falando de uma arte que se reinventa, não se reproduz igualmente. O corpo muda, o tempo muda, as condições mudam e a tecnologia muda, constantemente.

Novos jogos de dados, produzidos por corpos que se reconfiguram. Como na dança da vida de Shiva, o deus da dança que equilibra o universo: a metáfora da destruição e do renascimento parece uma analogia para as mudanças que sofrem os sistemas que trocam informações, onde um sistema está sempre se reestruturando, reorganizando suas informações internas a partir do contato com novas informações e estas, por sua vez, são alteradas por outras informações e outros sistemas com que entra em contato, num modo contínuo.

Há de se conectar com o pensamento científico para observar e contemplar a dança. De um tempo relativo, sujeito a diferentes olhares de visões de mundo variáveis, a dança trabalha com um tempo fugaz: novas configurações dessa arte, conectadas com a idéia de que o segundo seguinte sepulta o anterior, estão mais preocupadas com os processos de composição que com a obra terminada.

Há de se entender a dança através de um novo ser e estar: a perspectiva da mudança a todo instante, em toda parte. Se o movimento não se repete nunca da mesma forma, é de se pensar que a dança faz parte de um mundo em eterna (trans)mutação. Essa idéia se conecta com os estudos de grandes cientistas de nosso tempo, como a teoria quântica, dentre eles Stephen Hawking (2002).

O movimento produzido pelo corpo é sempre novo e por mais que se busque repetir uma ação, ela é – a nível quântico – uma informação já transformada no corpo que a produziu que também já é outro no instante seguinte. Deve-se pensar que o corpo não envelhece, mas se reconfigura, num constante processo desde a concepção.

Dança é movimento no tempo e espaço, parâmetros que implicam em instabilidade e desconforto para os corpos que desejam estar em segurança. A inquietude do viver é advento de uma nova percepção do mundo e da dança: rearranjos e o balançar do corpo na linha do tempo.

Renegociações: é necessário (re)ver o mundo atual e a dança com o olhar da mudança, ao invés de se valorizar nas intercorrências da morte. Martha Graham (1993) fala que as mortes do bailarino são duas: a primeira sendo aquela quando o corpo, em vida, não pode mais executar as ações que deseja. Essa visão parece ser saudosista do corpo de outrora, assim como o lamento dessa mudança inevitável:

Eu não tinha este rosto de hoje/ Assim calmo, assim triste, assim magro/ Nem estes olhos tão vazios/ Nem o lábio amargo./ Eu não tinha estas mãos sem força/ Assim fracas e frias e mortas/ Eu não tinha este coração/ Que nem se mostra./ Eu não dei por esta mudança/ Tão simples, tão certa, tão fácil:/ - Em que espelho ficou perdida/ A minha face?[1]
Graham lamenta a perda de possibilidades de movimento pela idade avançada: a coreógrafa não abriu o olhar para perceber que algumas experiências poderiam ser limitadas, mas, outras, poderiam ser descobertas. Seu sistema técnico-estético privilegiava movimentos amplos e virtuosos, o que uma senhora de setenta e seis anos – idade que tinha quando resolver parar de dançar – fazia com muita dificuldade. A poesia “Retrato”, de Cecília Meireles, poderia ter sido expressa por Graham.

Entretanto, a coreógrafa não se recusou a ensinar o repertório que criou para outros corpos. Lamentavelmente, ela parou de descobrir algo novo para si mesma. Talvez essa pudesse ter sido mais uma grandiosa contribuição à arte da dança, como muitas que ela deu. Faltou à grande coreógrafa a perspectiva, o olhar da transformação e da reinvenção; ao invés disso, sobrou o lamento do perecer.

O que muda, não morre. Sistemicamente falando, o sistema que não troca informações está fadado ao fim. Permanecer implica em alterar, em troca de dados, o que confere aos sistemas novas configurações. Diferente do movimento, qualquer dança pode permanecer, reinventada em corpos que também se reinventam.

É preciso ter o olho da mudança. A transitoriedade da vida, tão presente na obra de Meireles, precisa ser entendida, não lamentada e aceita de forma pacífica e resignada. Que se veja a dança como celebração de vida, como arte do eterno movimento, de renascer constantemente. Que os segundos sejam sempre aniversários. Que a visão seja de concepção a partir da experiência aleatória, imprevisível, como se comportam as partículas quânticas, sem posição e velocidades definidas...

Ouço muitas vezes a expressão “dança da vida”. É um dito que me toca profundamente, pois o instrumento pelo qual a dança fala é o mesmo pelo qual a dança é vivida – o corpo humano (GRAHAM, 1993, pag. 11).
Graham, com esse testemunho simples e direto, resume tudo. Dançar a vida, celebrando a mudança: novo olhar, nova ordem contemporânea, não reduzida ao perecer.

Referências:

FERNANDES, Ciane. Pina Bausch e o Wuppertal dança-teatro: repetição e transformação. São Paulo: Editora Hucitec, 2000.
GRAHAM, Martha. Memória do sangue. São Paulo: Editora Siciliano, 1993.
HAWKING, Stephen. O universo numa casca de noz. 5ª ed. São Paulo: Editora Arx, 2002.
LABAN, Rudolf. Domínio do movimento. 4ª ed. São Paulo: Summus Editorial, 1978.
STUART, Izabel. A experiência do Judson Dance Theater. In: PEREIRA, Roberto; SOTER, Silvia (Orgs). Lições de Dança 1. Rio de Janeiro: UniverCidade Editora, 1998. p. 191-204. 

[1] “Retrato”. Cecília Meireles. Extraído de <http://educaterra.terra.com.br/literatura/poesiamoderna/2003/06/30/002.htm>. Acesso em: 22 ago. 2011.

ARTHUR MARQUES DE ALMEIDA NETO. 23/11/2011.

sexta-feira, 25 de março de 2011

ACERVO DE VÍDEOS DE DANÇA CONTEMPORÂNEA PARA DOWNLOAD LIVRE

CONTEMPORARY VIDEO DANCE DATABASE
Link:
http://contemporarydance-db.blogspot.com/

UM VIOLINISTA NO TELHADO




































Vem aí… em Maio no Teatro Oi Casa Grande… (Rio de Janeiro - RJ)


‘Um Violinista no Telhado’

Baseado em histórias de Sholem Aleichem, sob permissão especial de Arnold Perl
Texto: Joseph Stein
Letras: Sheldon Harnick
Música: Jerry Bock
Produzido no New York Stage por Harold Prince
Produção original do New York Stage dirigida e coreografada por Jerome Robbins

Um espetáculo de
Charles Möeller & Claudio Botelho

Realização:

Aventura Entretenimento e Conteúdo Teatral
Veja o nosso teaser em: http://www.moellerbotelho.com.br/arquivos/16644

NOVA PUBLICAÇÃO EM DANÇA RECEBE ARTIGOS

A Faculdade Angel Vianna está organizando uma nova publicação em dança. A Revista Corpografia terá como objetivo “sustentar, apoiar e fazer circular o pensamento da dança e do corpo que contemplem as linguagens de teatro, multimídia, circo, dança clássica, danças populares e hip-hop”. A ideia é articular essas diferentes linguagens em torno de um resultado único.
A revista será dividida em seis temas, sempre ligados à dupla ‘Corpo + Dança’. Serão eles: Teatro, Multimídia, Circo, Clássico, Hip Hop e Danças populares. O projeto foi contemplado pelo edital Cultura e Pensamento, do MinC.
A organização da revista está recebendo artigos – que se encaixem em um dos temas acima, claro – para publicação. Os textos serão submetidos à análise do conselho editorial. Os artigos devem ser enviados para o email juliana@escolaangelvianna.com.br com os seguintes dados: nome do autor, email, telefone, breve currículo (três linhas), título, corpo do texto (6 a 10 laudas) e bibliografia.
Cada tema terá um prazo de envio correspondente. Os textos referentes a Teatro devem ser enviados até esta sexta-feira (25/03). Os outros prazos estão disponíveis aqui, assim como todas mais informações sobre a publicação.

Pilates para professores de dança e bailarinos (Fortaleza - CE)

A Escola Pública de Dança da Vila das Artes promove, de 4 a 8 de abril, curso de Pilates voltado para professores de dança e bailarinos. O curso será ministrado pela professora Márcia Santiago e, explorando exercícios de Pilates Mat (solo), terá como foco o papel da força muscular para ativar o controle de centro (abdominais e assoalho pélvico) na produção de habilidades motoras eficientes e organização corporal aplicada no desempenho do movimento dançado. A programação faz parte do mês da dança, comemorado dia 29 de abril.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas na secretaria da Vila das Artes, equipamento da Prefeitura de Fortaleza, de 9h às 18h, de 24 de março a 1 de abril. A Vila fica na Rua 24 de Maio, 1221, Centro. Informações pelo 3105-1402.

Márcia Santiago é pós-graduada em Dança/coreografia e graduada em Licenciatura em Dança Contemporânea na Universidade Federal da Bahia e professora de Dança concursada pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia. É docente na Escola de Dança da FUNCEB no Curso de Educação Profissional Nível Médio em Arte/Dança ministrando a disciplina de Cinesiologia Aplicada à Dança.Participou como membro e representante do Núcleo Salvador da daCi dance and Child internacional/ UNESCO. È certificada pela Physio Pilates®/Polestar Education em Pós reabilitação e Fitness. Membro da Equipe Multidisciplinar do Ambulatório de Dor do Hospital das Clínicas UFBA. É diretora e professora do estúdio Physio Pilates em Vilas e educadora credenciada pela Physio Pilates/Polestar, para ministrar curso de formação em Pilates no Brasil e na América do Sul.

Serviço:

Inscrições gratuitas para curso de Pilates na Vila das Artes, das 9h às 18h, de 24 de março a 1 de abril. Aulas de 4 a 8 de abril, das 14h às 16h. Rua 24 de Maio, 1221, Centro. Informações: 31051402.